Você é daqueles que acredita que o dinheiro move o mundo? No fundo, no fundo, se você já viveu um, pelo menos um, grande amor, sabe que isto não é verdade. Ou pelo menos não é toda verdade.
Digo um amor mesmo, daqueles que só os iniciados entendem. Daqueles que começa como interesse, meio curiosidade, aumenta para paixão “súbita”, vai evoluindo para um bem estar constante e acaba em desespero. Com promessas de nunca mais se apaixonar, ou como diz a canção, “I'll Never Fall in Love Again”. Sim, pois tudo um dia acaba.
Pensando bem, a expressão “cair em amor” define melhor isso. Paixões da juventude não contam, elas brotam por impulsos naturais. Falo de um tipo de vírus que só nos pega quando já adquirimos certo grau de maturidade e acreditamos estarmos imunes a ele.
Tal tipo de amor não foi reservado a todos os seres humanos. Muita gente passa pela vida sem nunca realmente ter vivenciado tal experiência.
Por medo, sorte ou azar muita gente sequer imagina do que estou falando. Não que não se apaixonem.Alguns se enamoram, apenas.Outros apenas casam.Há os que vivem juntos.E tantas formas de dois seres humanos tentarem se completar.
Falo daquele sentimento que mereceria ser escrito em letra maiúscula, ou falado com uma entonação especial. Amooor.Aquele que realmente tira você do rumo.Tira você do chão. Faz você parecer flutuar e que como disse o poeta, “fatalmente lhe fará sofrer”.
Sabe quem foi a primeira pessoa a me confessar nunca ter experimentado tal intensidade de sentimento? Fernanda Montenegro. E antes que você pense mal de mim ou pior ainda dela, foi em um seminário empresarial. Ao responder uma pergunta da platéia, a grande dama do nosso teatro confessou ter interpretado muitas paixões, mas nunca ter se apaixonado de verdade na vida real.Disse amar seu marido, com quem vive há muitos anos, mas que nunca conhecera a paixão arrebatadora.
Somente os longos anos de estudo dos sentimentos humanos poderiam ter dado a ela tamanha clareza.Pois dentre os muitos que nunca viveram um grande amor, poucos têm essa percepção. Não os invejo, pois como disse meu professor de inglês, certa vez no ginásio:
“É o dinheiro que faz o mundo girar, mas é o amor que faz ele valer à pena”.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
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Um comentário:
Muito Legal Fernando,
Vejo pelos textos que vc escreve e indica, que vc tem praticado a sábia lição daquele seu antigo professor.
Parabéns ! Virei "freguês" do blog.
Francisco Pontes
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