Gente
Talvez vocês não saibam, talvez fosse melhor nem saber, mas foi lançada uma antologia das Cem Melhores Crônicas,selecionada s por um tal de Joaquim,com grande estardalhaço pelo “O Globo”.São 62 autores desde Machado de Assis.
Pois, por mais inacreditável que seja, nosso cronista, e posso dizer nosso amigo, Novaes, ficou de fora. Digo nosso amigo, pois um grande cronista torna-se nosso amigo sem que nunca o tenhamos visto. Eu só fui conhecer o Novaes há uns seis meses, mas é como se o conhecesse desde os seus tempos de JB.
E não é que - tendo mais de 2.000 crônicas escritas, só perdendo entre os autores vivos, em quantidade, para o Veríssimo, tendo publicado cerca de 1.500 crônicas só no JB, isso nos tempos em que o JB era o melhor jornal e escrever era um risco, tendo passado 10 anos revezando com o poeta Drumond em igualdade de expectativa dos leitores - o tal do Joaquim não encontrou uma crônica sequer dele para ser selecionada.
Independentemente do fato do Novaes ser nosso ídolo, dele ser mestre de alguns de nós na Oficina das Crônicas e um caminhão de qualidades e elogios, que agora conhecendo-o pessoalmente, poderia ficar listando e só não o faço porque ele ficaria de bola cheia, porém com justa razão...
Pois muito bem, essa história de fazer um livro de crônicas, de Machado de Assis a sei lá quem, sem o Novaes, agride não ao Novaes, mas sim à cultura brasileira, à adolescência de toda uma geração que quando eu conto que faço oficina com ele, me dizem que, da mesma forma que eu, durante muito tempo esperavam o JB de domingo, para antes de tudo, ler a crônica do Novaes. Parece exagero, mas graças às crônicas do Novaes muita gente desenvolveu o gosto pela leitura.
Acho que mandar um e-mail é uma resposta, mas acho que devemos fazer um abaixo assinado virtual para a editora, pois uma antologia de crônicas brasileiras sem o Novaes agride tanto quanto um livro sobre futebol brasileiro não falar em Zico.
Forte abraço
Fernando Goldman
Obs.:Enviado para joaquim.santos@ oglobo.com. br/Editora Objetiva
segunda-feira, 2 de julho de 2007
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